Rubrica : Emprego / Dinheiro
Com as feridas abertas pela discussão entre Reding e Sarkozy, acontecida em 2010, ainda mal saradas, a comissária luxemburguesa recusa-se a recolher-se a um silêncio prudente. À margem de uma conferência de imprensa onde Viviane Reding apresentou o seu balanço de 2011, a comissária voltou a criticar fortemente o "casal franco-alemão" a propósito da taxa sobre as transações financeiras.
"um bom entendimento entre França e Alemanha é indispensável para fazer avançar a Europa, mas não pode tratar-se de uma ditadura. Se este casal é chamado de motor da Europa, também há um piloto no avião - e esse piloto é a Comissão Europeia".
Favorável à taxa Tobin, Reding está esperançada em que a presidência dinamarquesa (de janeiro a junho deste ano) a considere como prioritária.
"71% dos europeus estão a favor de um imposto sobre as transações financeiras. Nós, 500 milhões de europeus, pagámos 4,6 mil milhões de euros para salvar os bancos da falência. É altura de sermos compensados, porque a crise ainda vai durar alguns anos".
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