Rubrica : Luxemburgo
O diagnóstico da Associação de Estudantes de Medicina do Luxemburgo (ALEM) está longe de ser animador. De acordo com a edição de 2011 da Demografia médica do Luxemburgo, a profissão médica está a sofrer uma escassez que irá acentuar-se nas próximas décadas.
Se com 2,8 médicos por 1.000 habitantes o Luxemburgo proporciona, de acordo com Dr. Claude Schummer, secretário-geral da Associação de Médicos e Médico Dentistas (AMMD), "grosso modo, mais ou menos os mesmos serviços de saúde aos residentes no Luxemburgo com menos médicos que no resto da Europa ", com a reforma de muitos médicos, este não será o caso em dez ou vinte anos.
Claude Schummer acredita que a qualidade de cuidados é possível "graças à predominância masculina na profissão médica e a um corpo de médicos no auge da sua carreira, ou seja, com idades por volta dos 40 anos". No entanto, com a chegada destes profissionais à idade da reforma, o Luxemburgo debater-se-á com a falta de médicos, se nada for feito.
Com apenas 406 profissionais em medicina geral, que se encontram a trabalhar principalmente no sul do país, alguns cantões, como Vianden, poderão encontrar-se em dificuldades se novos médicos não se mudarem para lá.
O ministro da Saúde, Mars Di Bartolomeo, considera que o Luxemburgo não se encontra (ainda) face a uma escassez geral mas reconhece, no entanto, que "devemos permanecer vigilantes para proteger e proporcionar uma demografia médica equilibrada", a fim de garantir "um sistema de cuidados de saúde com qualidade."
Mesmo com "a crescente atratividade do sistema de saúde para os médicos de origem estrangeira (45% em 2010)" assinalada pelo ministro, de acordo com o Dr. Schummer, essa atratividade é disfarçada por "um ambiente muito hostil para um remuneração adequada da profissão médica ", deixando visualizar um um futuro "muito crítico" em termos de recrutamento.
A AMMD preocupa-se também com a diferente "ética de trabalho" da nova geração. "Se os médicos antigamente trabalhavam duro, talvez devido à sua própria qualidade de vida, as novas gerações preferem aliar trabalho de qualidade e qualidade de vida", afirma o secretário da associação. "Um único jovem médico não é suficiente para substituir um colega que se aposenta agora. Se não se preparar agora o terreno de forma a tornar a prática da medicina atraente no Luxemburgo, este será um desastre programado."
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