Rubrica : Emprego / Dinheiro
O inquérito foi realizado junto de 28 mil consumidores de 56 países entre 29 de novembro e 3 de dezembro de 2011.
Em França, onde o Instituto Nacional de Estatística alertou para a possibilidade de ocorrência de uma recessão no início deste ano, 89 por cento dos consumidores acreditam que o seu país está já em recessão.
A principal preocupação dos franceses é a segurança do emprego (citada por 19 por cento dos inquiridos), seguindo-se a economia e a educação das crianças (apontadas por 12 por cento dos inquiridos) e a elevação das despesas (11 por cento).
Para se adaptarem à crise, 68 por cento dos franceses referem que vão reduzir as despesas domésticas, 62 por cento pretendem diminuir as despesas com vestuário e 59 por cento admite que deverá passar a adquirir bens de consumo de marcas mais baratas.
A nível europeu, 59 por cento dos consumidores dizem que vão reduzir os gastos com o vestuário, 54 por cento pretendem gastar menos com entretenimento e 53 por cento garantem que vão começar a comprar bens de grande consumo de marcas mais baratas.
A moral dos consumidores europeus está em baixa, de acordo com a pesquisa da Nielsen, em que os chineses e os americanos surgem como os mais otimistas.
Tendo em conta um índice de 100 que indica “otimismo”, o estudo da Nielsen atribui a Portugal um índice de apenas 36 pontos, abaixo do da Grécia (41 pontos), do de Espanha e França (55 pontos), da Irlanda (60 pontos) e Alemanha (87 pontos). O Luxemburgo mantém-se a um nível razoável de confiança, com 77 pontos.
Os mais otimistas a nível mundial são os indianos com um índice de 122 pontos. Otimistas estão também os brasileiros com um índice de 112 pontos, os chineses (108 pontos) e os americanos (83 pontos).
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