Rubrica : Portugal
Belmiro de Azevedo admite que em Portugal os salários são baixos e afirma que Cavaco "é um ditador"
28/01/2010, Hugo Almeida
Belmiro de Azevedo admite que os salários dos portugueses são baixos, mas ressalva que os quadros intermédios ganham demais. E deixa alguns "soundbites" fortes, como "Cavaco é um ditador" ou "Manuel Alegre devia ter juízo".
Belmiro de Azevedo admite que os salários dos portugueses são baixos, mas ressalva que os quadros intermédios ganham demais. E deixa alguns "soundbites" fortes, como "Cavaco é um ditador" ou "Manuel Alegre devia ter juízo".
Numa entrevista que vai ser publicada na revista Visão desta quinta-feira, o ‘patrão’ da Sonae considera que é preciso aumentar a produtividade para que o mercado português possa ganhar competitividade.
Nesta entrevista o homem forte da Sonae dispara em várias direcções.
Belmiro de Azevedo confirma que está zangado com Cavaco Silva: "Cavaco é um ditador. Mandou quatro amigos meus, dos melhores ministros, para a rua, assim de mão directa.” (Teresa Patrício Gouveia, Miguel Cadilhe, Álvaro Barreto e Eurico de Melo).
Sobre Manuel Alegre, de quem foi colega de liceu no Porto, Belmiro de Azevedo refere que Manuel “Alegre devia ter juízo”. Se for eleito Presidente da República, no final do mandato, Alegre terá perto de 80 anos, “o que não é muito sensato”.
Belmiro de Azevedo diz mesmo que não compreende como se podem candidatar a um lugar “chato e com margem de manobra limitado”.
O Governo também não escapa às palavras duras do empresário: mostra-se quase feliz por haver um Governo de minoria, que “obrigou Sócrates a perder um pouco da arrogância” e que tem um Governo com “três ou quatro ministros que ninguém sabe quem são, nem de onde vêm”.
Manuela Ferreira Leite também sofre críticas de Belmiro de Azevedo: a líder do PSD nunca dormiu mal com a responsabilidade de pagar salários porque sempre trabalhou para o Estado.
No plano económico, Belmiro diz que o ministro das Finanças “não é milagreiro, mas é esforçado” e acrescenta que “é o único com algum poder, uma vez que Sócrates não tem competência para gerir contas públicas”.
No plano económico, Belmiro diz que o ministro das Finanças “não é milagreiro, mas é esforçado” e acrescenta que “é o único com algum poder, uma vez que Sócrates não tem competência para gerir contas públicas”.A opinião de Belmiro sobre os dois maiores partidos portugueses leva-o a rejeitar uma reedição do Bloco Central, para evitar uma “ditadura a dois, compadrio”, ao mesmo tempo que se sente feliz por não haver um governo de maioria absoluta. Critica o estado da democracia (“Criou-se um sistema em que o povo vota pelas festas, frigoríficos e passeios”), mas considera o sistema político espanhol pior que o nosso.
Belmiro de Azevedo admite que os salários dos portugueses são baixos, mas ressalva que os quadros intermédios ganham demais. E deixa alguns "soundbites" fortes, como "Cavaco é um ditador" ou "Manuel Alegre devia ter juízo".
Numa entrevista que vai ser publicada na revista Visão desta quinta-feira, o ‘patrão’ da Sonae considera que é preciso aumentar a produtividade para que o mercado português possa ganhar competitividade.
Nesta entrevista o homem forte da Sonae dispara em várias direcções.
Belmiro de Azevedo confirma que está zangado com Cavaco Silva: "Cavaco é um ditador. Mandou quatro amigos meus, dos melhores ministros, para a rua, assim de mão directa.” (Teresa Patrício Gouveia, Miguel Cadilhe, Álvaro Barreto e Eurico de Melo).
Sobre Manuel Alegre, de quem foi colega de liceu no Porto, Belmiro de Azevedo refere que Manuel “Alegre devia ter juízo”. Se for eleito Presidente da República, no final do mandato, Alegre terá perto de 80 anos, “o que não é muito sensato”.
Belmiro de Azevedo diz mesmo que não compreende como se podem candidatar a um lugar “chato e com margem de manobra limitado”.
O Governo também não escapa às palavras duras do empresário: mostra-se quase feliz por haver um Governo de minoria, que “obrigou Sócrates a perder um pouco da arrogância” e que tem um Governo com “três ou quatro ministros que ninguém sabe quem são, nem de onde vêm”.
Manuela Ferreira Leite também sofre críticas de Belmiro de Azevedo: a líder do PSD nunca dormiu mal com a responsabilidade de pagar salários porque sempre trabalhou para o Estado.
No plano económico, Belmiro diz que o ministro das Finanças “não é milagreiro, mas é esforçado” e acrescenta que “é o único com algum poder, uma vez que Sócrates não tem competência para gerir contas públicas”. Em plena discussão do Orçamento do Estado, o fundador da Sonae vaticina um ano de instabilidade política e acrescenta que está a favor dos aumentos dos salários.
No plano económico, Belmiro diz que o ministro das Finanças “não é milagreiro, mas é esforçado” e acrescenta que “é o único com algum poder, uma vez que Sócrates não tem competência para gerir contas públicas”.A opinião de Belmiro sobre os dois maiores partidos portugueses leva-o a rejeitar uma reedição do Bloco Central, para evitar uma “ditadura a dois, compadrio”, ao mesmo tempo que se sente feliz por não haver um governo de maioria absoluta. Critica o estado da democracia (“Criou-se um sistema em que o povo vota pelas festas, frigoríficos e passeios”), mas considera o sistema político espanhol pior que o nosso.
Ao longo da entrevista à 'Visão', a publicada hoje, as críticas estendem-se à situação económica. Pede que se acabem com “o devaneio das grandes obras”, incluindo o TGV, “desenhado em função dos interesses espanhóis".
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