Rubrica : Mundo
Segurança pública no Haiti passadas três semanas do terramoto
03/02/2010, Vera Monteiro/Agências
Lido 717 vezes
Imprimer cette news Bookmark and Share
O embaixador do Brasil no Haiti disse hoje que a segurança pública em Port-au-Prince está sob controlo e que o clima é de tranquilidade, três semanas após o terramoto que deixou em ruínas a capital e outras cidades próximas.

O embaixador do Brasil no Haiti disse hoje que a segurança pública em Port-au-Prince está sob controlo e que o clima é de tranquilidade, três semanas após o terramoto que deixou em ruínas a capital e outras cidades próximas.

"A situação agora é de calma, tranquilidade e a segurança pública está sob controlo. Uma vez ou outra registaram-se incidentes isolados, mas não se pode dizer que houve caos no Haiti", afirmou Igor Kipman, por telefone, à Agência Lusa.

Na avaliação do diplomata, os "media" em geral procuram dar maior dimensão ao tumulto, mas o importante agora é "valorizar a solução", que passa pela ajuda internacional.

"O lado bom da catástrofe, de dimensão bíblica, como disse o ministro (das Relações Exteriores do Brasil) Celso Amorim, foi fazer com que o mundo despertasse para o Haiti", considerou Kipman.

O embaixador relatou que há hoje no país representantes e organizações de vários países e não somente dos Estados Unidos, Canadá, União Europeia e Brasil e que a ajuda humanitária chega de todos os cantos do mundo.

Em Janeiro, representantes das principais nações e organizações do mundo reuniram-se em Montreal, no Canadá, para traçar as linhas gerais para a reconstrução do Haiti, processo que estimaram em dez anos.

A expectativa agora é quanto à reunião de doadores para o Haiti, marcada para março, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Neste momento, segundo Kipman, a maior necessidade do país das Caraíbas, que já era o mais pobre das Américas antes do terramoto do dia 12 de janeiro, são tendas de lona para acolher os desabrigados.

"Precisamos de, no mínimo, 10 mil barracas, com urgência", destacou o diplomata brasileiro.

Igor Kipman salientou ainda que há uma perfeita coordenação entre militares brasileiros e norte-americanos no Haiti.

"Não há qualquer disputa de espaço. É uma desinformação dizer que há atritos entre brasileiros e americanos. Todos estamos a trabalhar para resgatar a dignidade do povo haitiano", enfatizou.

Questionado sobre a situação dos milhões de órfãos haitianos, os que estão em condições mais vulneráveis após o terramoto, Kipman avançou que o Governo do presidente René Préval suspendeu todos os novos processos de adopção.

Já os processos que estavam em andamento foram acelerados para serem concluídos o mais rapidamente possível.

A estimativa é de que existam actualmente cerca de dois milhões de crianças órfãs no país.

Segundo dados do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU, o número de mortos no terramoto é superior a 112 mil e os feridos totalizam quase 200 mil.

Há 482 mil deslocados e 3,7 milhões de pessoas a viverem em áreas atingidas pelo sismo, das quais pelo menos dois milhões dependem das doações de comida para sobreviver.

Outros artigos desta rubrica
Emigrante português em França suspeito de vários crimes sexuais
ler o artigo
Egipto - Confrontos entre adeptos de futebol resultam em 74 mortos
ler o artigo
Sismo no Peru provoca 60 feridos
ler o artigo
Comentários
Indice Dernier Var. Var. %
BEL 20 2280.22 -6.04 -0,26%
DAX 6748.76 -5.44 -0,08%
CAC 40 3410 -1.54 -0,05%
Nasdaq 2913.11 9.03 0,31%
Actualmente em linha
Tempo
-6°C
Quarta-feira
-5°C
Quinta-feira
-5°C
Sexta-feira