Rubrica : Portugal
A cidade do Funchal continua pelo quarto dia consecutivo após o temporal de 20 de Fevereiro condicionada ao trânsito automóvel devido as operações de limpeza e desobstrução de destroços.
Várias equipas municipais, do Governo Regional e de empresas privadas de construção civil assim como uma "legião" de voluntários procedem, com máquinas e à mão, aos trabalhos que visam permitir a normalização o mais breve possível da vida da cidade do Funchal.
Os trabalhos de esvaziamento dos parques automóveis de quatro centros comerciais da baixa do Funchal prosseguem no âmbito da operação de busca de eventuais vítimas da enxurrada de água, lama e pedras que cobriu a capital madeirense na sequência do transbordo dos ribeiros, cursos de água que descem das montanhas para o mar.
O dia de hoje será normal para a maior parte das escolas da Madeira, com excepção de todos os estabelecimentos da Ribeira Brava, concelho também muito atingido pelo temporal, enquanto que em Santa Cruz apenas as escolas da Camacha e a "Clemente Tavares", em Gaula, estarão fechadas até que seja normalizado o fornecimento de água.
Em Câmara de Lobos, é retomado o funcionamento de todas as escolas, com excepção das escolas da Freguesia do Curral das Freiras, enquanto que no Funchal muitos dos estabelecimentos permanecerão encerrados.
Mantém-se a regra de apresentação ao serviço apenas dos funcionários públicos necessários e envolvidos na operação de normalização da capital madeirense.
Em conferência de imprensa realizada na terça-feira, o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque, considerou "importante" a "situação de restrição no acesso à baixa" da cidade, admitindo que "seria nefasto", por razões de segurança para as pessoas, "abrir novos corredores de circulação", embora diversas ruas estejam a ser progressivamente desimpedidas.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, desloca-se hoje à Madeira para se inteirar "in loco" das consequências do temporal, numa visita que passará pelo centro do Funchal e pela Ribeira Brava e que inclui um encontro com os desalojados.
Segundo dados oficiais, o temporal causou até ao momento 42 mortos, 18 desaparecidos e um total de 600 deslocados correspondendo a 193 famílias.
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