Rubrica : Portugal
Madeira: Prejuízos ascendem a mais de mil milhões de euros
26/02/2010, Vera Monteiro/Agências
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O temporal de sábado na Madeira causou prejuízos que ascendem a mais de mil milhões de euros, revelou hoje o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, na quinta-feira, fixando o número de mortos em 41.

O temporal de sábado na Madeira causou prejuízos que ascendem a mais de mil milhões de euros, revelou hoje o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, na quinta-feira, fixando o número de mortos em 41.

Em declarações ao programa “Grande Entrevista”, da RTP1, Alberto João Jardim referiu que os danos rondam “para cima dos mil milhões de euros”, ressalvando que ainda aguarda o apuramento de dados por parte de alguns municípios.

O Governo Regional comprometeu-se, em conferência de imprensa, a divulgar publicamente, hoje, o montante global dos prejuízos.

Segundo o presidente do Governo Regional, o valor das perdas só no Funchal e na Ribeira Brava, concelhos mais afectados pela intempérie, é igual ao orçamento de todo o arquipélago.

“Receio que é preciso um novo orçamento para repor isto tudo [reconstrução das zonas destruídas]”, afirmou na entrevista, acrescentando que aguarda a concretização das promessas de ajuda financeira exterior.

Sobre as ajudas do Governo central, liderado por José Sócrates (PS), Alberto João Jardim (PSD) referiu ter uma reunião agendada para a próxima semana, salientando que “o machado de guerra entre Lisboa e o Funchal está enterrado”.

Actualizando o balanço do temporal, o presidente do Governo Regional apontou 41 mortos, contrariando a informação veiculada anteriormente pela secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, que indicou 40.

Alberto João Jardim desvalorizou, no entanto, a discrepância dos dados que têm sido divulgados, declarando que “não é importante para o que sucedeu” e que é “um assunto controlado”.

Para o presidente do Governo Regional da Madeira, é expectável um aumento do número de mortos face à existência de 18 desaparecidos. “Temos de esperar más notícias”, vaticinou.

Refutando quaisquer responsabilidades pelo que aconteceu no sábado, Alberto João Jardim adiantou que a reconstrução da Madeira será “feita segundo o que tem sido feito” desde que assumiu o poder.

“O que eu fiz não foi ao ar, está de pé. Tem de pedir responsabilidades civis ao Salazar e ao [rei] D. Carlos”, sustentou, irónico, quando interrogado sobre a assunção de responsabilidades.

Menorizando os estudos que criticam a construção desregrada sobre leitos de ribeiras na Madeira, o presidente do Governo Regional alegou que “o volume de detritos” resultantes de temporais anteriores “fez saltar a água” das ribeiras.

Alberto João Jardim adiantou que o abastecimento de água e eletricidade continua por restabelecer apenas na Ribeira Brava e na Serra de Água e que na segunda-feira deverá ser reaberta a quase totalidade das escolas da região.

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