Rubrica : Luxemburgo
Um longo período de discussões apaixonadas. É assim que deverá ser a reunião tripartida entre governo, assalariados e patronato que se iniciará a 17 de março e terminará seis semanas mais tarde, a 27 de abril.
Os representantes das três partes vão encontrar-se ao longo de cinco grandes reuniões dentro desse período. Em cima da mesa estarão o emprego, o crescimento económico, a competitividade das empresas luxemburguesas e as finanças públicas – no fundo, as grandes opções tomdas pelo país na construção do seu “modelo luxemburguês”, de que a tripartite é parte essencial. Segundo o primeiro-ministro, estes assuntos-chave necessitam de ser repensados em tempo de crise para que seja possível voltar aos anos de crescimento e abundância.
Segundo Juncker, será preciso trabalhar dentro deste espírito construtivo durante as reuniões; o primeiro-ministro estabeleceu já como regra prévia de discussão a ausência de debate sobre o financiamento da administração pública, que deverá sofrer um corte brutal de 10%.
As conclusões da tripartida só serão conhecidas a 4 de maio, durante o discurso sobre o estado da nação feito por Jean-Claude Juncker.
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