Rubrica : Mundo
Iraque conseguiu organizar eleições. Milhões votaram, mas 38 morreram (vídeo)
08/03/2010, Agências
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s iraquianos votaram, ontem, domingo, pela segunda vez numas eleições legislativas desde invasão do Iraque, em 2003.



Os iraquianos votaram, ontem, domingo, pela segunda vez numas eleições legislativas desde invasão do Iraque, em 2003. Apesar dos atentados e da violência que provocaram a morte de 38 pessoas e feriram mais de 110 em todo o país, a afluência às urnas foi grande.

O Iraque terá dado, ontem, um passo decisivo para a concretização do país como Estado democrático e totalmente soberano. Um forte dispositivo de segurança tornou possível que milhões votassem na eleição de 325 deputados, apesar das bombas e dos morteiros que, desde manhã cedo, explodiram por todo o país. Grupos islâmicos sunitas radicais tentaram dissuadir a população de votar, mas segundo a Comissão Eleitoral, apenas duas das 50 mil mesas de voto tiveram de fechar por breves momentos, devido a questões de segurança.

"O que aconteceu motivou os eleitores a participarem", disse o primeiro-ministro iraquiano Nuri Maliki. "A maioria desses ataques foram pensados para aterrorizar psicologicamente os eleitores. Mas é bem conhecido que quando os iraquianos são desafiados pelo medo, desafiam de volta", acrescentou.

A evolução da situação política no Iraque é decisiva para a realização dos planos do presidente Barack Obama de continuar a retirada das tropas norte-americanas do território, durante os próximos cinco meses. No final do próximo ano, e a correr tal como o previsto, os soldados americanos deverão abandonar em definitivo o país.

"O Iraque é um dos países mais perigosos do Mundo e o problema não é tanto a violência, mas a natureza do processo democrático", escreve Jonh Simpson, correspondente da BBC News, em Bagdade. "Trata-se de uma democracia nova e o país não está ainda habituada ao processo. Poderá levar meses até haver Governo".

Os resultados das eleições de ontem são vistos como cruciais no processo de reconciliação nacional, já com a retirada das tropas americanas em perspectiva. Para os correspondentes em Bagadade, essa tarefa caberá muito provavelmente ao actual primeiro-ministro, que deverá sair vencedor do acto eleitoral de ontem.

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