Rubrica : Luxemburgo
O projecto imobiliário do estádio de Livange, que inclui também um grande centro comercial com 75000 m2 de superfície, não é do agrado da cidade do Luxemburgo, que o considera um "desperdício de fundos públicos".
Para ser mais preciso, não é a construção do estádio que é criticada pela autarquia da capital, mas sim a construção do centro comercial. Ou seja, uma reedição das dificuldades que o Auchan tem na construção dos seus centros comerciais no país, em Kirchberg e (no futuro) em Gasperich.
"Este projecto vai provocar um grande desequilíbrio e provocar consequências dramáticas no pequeno comércio da cidade!", queixou-se Paul Helminger, o burgomestre, esta manhã. Para Helminger, a cidade já dispõe de centros comerciais suficientes, tal como o país. E Helminger pensa nos comerciantes tradicionais da sua comuna, que constituem uma parte importante dos seus eleitores.
A autarquia insurge-se também contra o financiamento do Estado para um projecto desta envergadura. "O Estado diz-nos que o projecto de Livange não custará nada ao erário público, mas na verdade será necessário rever toda a rede de transportes", declarou visivelmente irritado o primeiro vereador da capital, François Bausch.
Segundo Bausch, 75000 m2 de lojas atrairão um grande fluxo de carros, o que obrigará o Estado a alargar a auto-estrada para três faixas de rodagem, enquanto a cidade do Luxemburgo terá de investir nas ligações a Livange. "Será mesmo uma prioridade em tempos de crise? Rentabilizar os terrenos de um promotor privado em vez de desenvolver os transportes públicos da cidade?". Bausch deixa a questão em suspenso.
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