Rubrica : Portugal
“Não temos nenhum elemento concreto que nos aponte nesse sentido. De qualquer modo, a experiência que temos leva-nos a dizer que não fechamos aporta a qualquer eventualidade”, afirmou Almeida Rodrigues, que falava aos jornalistas após visitar a sede da Diretoria do Norte da PJ, no Porto.
“Estamos a explorar todas as possibilidades no sentido de poderem existir outras vítimas. De qualquer modo e para que haja acalmia, digo que não temos qualquer elemento concreto que nos aponte nesse sentido”, acrescentou.
O responsável pela PJ sublinhou o “excelente trabalho” dos seus inspetores neste caso, feito ao longo de quatro meses e “no mais absoluto sigilo”, que permitiu reunir prova que consta de dezena e meia de volumes.
Almeida Rodrigues declarou que, apesar de os três corpos ainda não terem sido encontrados, os indícios provatórios “foram suficientemente sólidos para que o juiz de instrução criminal tenha decretado a prisão preventiva do suspeito”.
Ainda assim, a PJ “procura sempre o reforço dos elementos provatórios e, nesse reforço, está também a busca dos cadáveres das vítimas”, afirmou, acrescentando que essa busca se está a realizar também por outra razão: “Entendemos que as famílias devem fazer o luto e esse luto é feito com a entrega dos corpos”.
O suspeito do triplo homicídio, 42 anos, encontra-se no estabelecimento prisional anexo à PJ de Lisboa a cumprir prisão preventiva decretada quinta feira por um juiz de instrução de Torres Vedras.
O homem foi detido na madrugada de terça feira pela PJ, na sequência de uma investigação às circunstâncias do desaparecimento de três jovens - duas raparigas, de 16 anos e de 27 anos, e de um rapaz, de 22 anos -, cujos corpos ainda não foram encontrados.
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