Rubrica : Mundo
Dudley disse que um acontecimento como a maré negra abala “até aos alicerces”. “E há duas maneiras de reagir: uma é esconder a cara nos joelhos; outra é enfrentar o problema e assegurar-se que todos os controlos estão a funcionar, para que não se volte a repetir-se”, acrescentou.
Este norte-americano, que vai substituir o atual presidente executivo, Tony Hayward, a 01 de outubro, acrescentou: “Este acidente caiu-nos em cima. É claro que vamos continuar a reforçar a segurança das nossas operações.” E assegurou que a BP e a indústria petrolífera vão “aprender muito” com a catástrofe.
Dudley confirmou também que os trabalhos de encerramento definitivo da fuga começariam “esta semana”. “O que está no topo da minha agenda é garantir a selagem do poço, limitar a maré negra, limpar as praias, recuperar o Golfo. Isto vai levar tempo. É a minha prioridade número um”, disse Dudley, que passou a sua infância no Mississippi, perto do lugar da catástrofe.
Em reação à nomeação de Dudley para o lugar de Hayward, o presidente da comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Bart Stupak, declarou que este “deve provar rapidamente que as operações da BP são seguras”.
“A procura de lucros recorde não se pode fazer em detrimento das despesas de manutenção das infraestruturas, ignorando as boas práticas recomendadas pela indústria e desprezando a vida e o bem-estar dos trabalhadores”, realçou Stupak, em comunicado, desejando que a BP “mude radicalmente de comportamento” sob a liderança de Dudley.
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