Rubrica : Portugal
Ao Tribunal de Viseu, o rapaz, aluno do curso de Engenharia do Ambiente, no Instituto Politécnico de Viseu (IPV), admitiu que o relacionamento que mantinha com Joana Fulgêncio era conflituoso e com discussões frequentes.
A 17 de novembro encontrou-se com a jovem estudante de comunicação social, no centro Comercial ‘Forum’, em Viseu, com o propósito de “conversarem” e “fazerem as pazes”, seguindo depois para um pinhal, em Teivas, que frequentavam para “fazer amor”.
Durante a manhã da primeira sessão de julgamento, o arguido admitiu que, neste mesmo pinhal e após discutirem, foi à bagageira do seu carro e pegou numa marreta, que adquiriu dias antes numa viagem a Madrid, “para assustá-la e parar com a discussão”.
David S. conta que a namorada o viu com a marreta na mão, mas que lhe disse não ter medo e já não querer mais nada com ele, virando-lhe as costas.
“Ela virou-se e eu explodi para cima dela”, confessou, admitindo ainda que há momentos em que explode e que destrói tudo o que lhe aparece na frente, apontando como exemplo uma situação em que atirou a sua mãe pelas escadas.
O jovem, que alega não saber lidar bem com situações em que é contrariado ou rejeitado, disse ainda ao tribunal que tem uma vaga ideia de que desferiu duas pancadas na cabeça da namorada com uma marreta.
Posteriormente, colocou-lhe um saco de plástico na cabeça, “para não ver como ela estava” e arrastou-a pelas pernas para dentro do carro”.
O estudante contou que depois de ter feito vários quilómetros de carro, seguiu em direção à Barragem de Fagilde, e depois de uma tentativa de suicídio de que se arrependeu, atirou o carro a trabalhar, em ponto morto e destravado, como corpo de Joana para uma ravina.
Durante a sessão de julgamento, David S. justificou a compra da marreta por viver com receio, depois de uma discussão e ameaças que alega ter tido numa discoteca, ao ver rapazes a dançar com a sua namorada.
Uma versão diferente da que apresentou em primeiro interrogatório judicial, em que justificou a compra como meio de defesa, depois de um assalto.
“Na altura estava muito nervoso. Não queria que pensassem que era má pessoa”, sustentou.
Ainda durante a manhã, o tribunal ouviu os testemunhos do dono do bar onde David S. foi bater à porta e que chamou a polícia e os bombeiros e ainda o homem que lhe vendeu a marreta.
Numa versão inicial, o arguido tinha contado que tinha sido vítima de carjaking.
Durante a manhã, várias dezenas de pessoas concentraram-se na entrada e átrio do tribunal de Viseu, à espera que o arguido entrasse.
A sua entrada já tinha acontecido bem mais cedo, no entanto, amigas da vítima exibiram uma faixa negra a exigir justiça, assim como algumas t-shirts a pedir pena máxima para o autor do crime.
ler o artigo
ler o artigo
ler o artigo





News352.lu no Facebook
-4°C
-3°C
1°C






