Rubrica : Mundo
Depois dos protestos que reuniram entre um e 2,7 milhões de franceses, segundo diferentes fontes, Nicolas Sarkozy afirmou-se "atento às preocupações manifestadas".
O Presidente reafirmou, no entanto, que não se coloca a hipótese de reavaliar o principal ponto das alterações que o Governo pretende pôr em prática: aumentar a idade mínima da reforma de 60 para 62 anos até 2018, mas prometeu rever os aspetos que dizem respeito aos trabalhos mais duros ou a pessoas que começaram a trabalhar antes dos 18 anos.
Estas promessas não convenceram os sindicatos, que consideram que o poder não pode ficar indiferente à forte mobilização registada contra as medidas anunciadas pelo Governo e seis sindicatos lançaram um apelo à greve e à realização de manifestações no próximo dia 23.
O que o Presidente anunciou "não modifica o caráter injusto e inaceitável" das reformas propostas, afirmaram os sindicatos depois de uma reunião para decidir o seguimento a dar ao movimento de contestação.
A Assembleia Nacional deve pronunciar-se a 15 de setembro sobre o projeto de lei relativo às reformas e o debate no Senado começa a 5 de outubro, estando a aprovação final deste pacote prevista para finais de outubro.
As organizações sindicais apelaram também a que se faça de dia 15, quando está prevista a votação do projeto de lei no parlamento, um dia de iniciativas e interpelações a deputados, membros do Governo e presidente da República em vários departamentos e circunscrições, indica o comunicado conjunto.
A líder do Partido Socialista (na oposição), Martine Aubry, que apoia os sindicatos, afirmou que o Presidente e o Governo se limitaram a anunciar pequenas medidas "que não mudam nada".
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