Rubrica : Portugal
Acidente em Marrocos: testemunhas criticam socorro tardio no local
10/09/2010, Vera Monteiro/Agências
Lido 249 vezes
Imprimer cette news Bookmark and Share
As imagens que ficaram na memória levam a maioria dos sobreviventes portugueses do acidente em Tetouan a não querer falar do que viveram, mas alguns deixam críticas ao socorro tardio prestado pelas autoridades marroquinas.


“Não quero nem ver as imagens na televisão. Nós é que estivemos a tirar mortos e feridos do autocarro”, disse aos jornalistas Júlio Couto, ferido ligeiro que chegou junto com outras centenas de passageiros hoje ao fim da tarde a Lisboa a bordo do paquete “Funchal”.

“Sobre isso [o socorro prestado no local do acidente] não quero adiantar mais, apenas que não houve rapidez em ajudar, mas já quero salientar que, em contrapartida, fomos extraordinariamente atendidos em Ceuta”, já em território espanhol, disse o mesmo passageiro.

Outro passageiro, que seguia no autocarro atrás do que sofreu o acidente, descreveu que “a espera por socorro foi de mais de uma hora” e já depois, na fronteira, “com os feridos nos autocarros, porque muitos foram transportados nos autocarros, ainda houve mais uma longa espera, porque os passaportes não estavam na posse nas pessoas”.

Três adolescentes, de Alcabideche, que não quiseram prestar declarações, deixaram em Ceuta, internadas com ferimentos graves, a mãe de dois deles e uma tia e chegaram no “Funchal” acompanhados por uma amiga da mãe que, como eles, não foi à excursão a Tetouan e ficou a bordo.

Outra passageira que apenas se identificou como Maria João, de Torres Vedras, saiu do Cais de Alcântara para o hospital Cuf Infante Santo, para acompanhar “duas pessoas feridas” que chegaram a Lisboa também no “Funchal”.

“Eu não sei nada sobre a assistência. Só tenho falado com elas as duas para saber como estão. Uma terceira pessoa que ia com elas morreu”, disse, sem se alongar nas declarações.

Uma senhora de 72 anos fez a excursão mas dá “graças a Deus” por ir no quarto autocarro”, aquele que seguiu pela autoestrada e que, assim, nem sequer esteve no local do desastre.

Rui Vieira Nery, musicólogo, convidado para participar nas actividades culturais do cruzeiro, também não esteve no acidente, mas testemunhou “a apreensão e a consternação” de todos, “passageiros e tripulação”.

O Funchal entrou pouco depois das 17h00 no Porto de Lisboa e atracou menos de uma hora depois no Cais de Alcântara.

Os 16 feridos que seguiam a bordo foram os primeiros a sair, em oito ambulâncias, para o hospital.

Outros artigos desta rubrica
GNR portuguesa apreende grandes carros envolvidos em burlas
ler o artigo
10 enfermeiros saem todos os dias de Portugal
ler o artigo
Trinta e nove mortos nas estradas portuguesas desde o início do ano
ler o artigo
Comentários
Indice Dernier Var. Var. %
BEL 20 2230.78 -39.85 -1,76%
DAX 6692.96 -95.84 -1,41%
CAC 40 3373.14 -51.57 -1,51%
Nasdaq 2903.88 -23.35 -0,8%
Actualmente em linha
Tempo
-4°C
Sábado
-3°C
Domingo
1°C
Segunda-feir